quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Cadê o tom?

As pessoas estão dizendo sobre Fina Estampa:
Lília Cabral não encontrou o tom! 
Christiane Torloni não encontrou o tom!

Jent, o Tom tá correndo atrás do Jerry, ora!

by @acrisedos25

Tia Nenem

Nossas personagens inesquecíveis! By João Lima Jr.
Tia Nenem

Conheça o blog de João Lima Jr.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Pereirão!

O designer e ilustrador João Lima Jr. inicia no blog do Teledramaturgia 
uma série de ilustrações que homenageiam as nossas novelas. 

Pra começar, Griselda Pereirão de Fina Estampa!

Conheça o blog de João Lima Jr.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Trocadalhos do carilho: O Astro

Jamile, sentindo um peso na testa e percebendo que o marido anda fritando o kibe fora de casa, pergunta a Amin:

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Criatividade, não trabalhamos!

Já está no site da Globo o logotipo de sua próxima novela a estrear, A Vida da Gente, às 18 horas.
Não sabemos como será a identidade visual da novela... mas, diga lá o que você achou desta obra prima da originalidade!
Bem, depois do logo de Páginas da Vida, eu não espero mais nada!
Abaixo uma compilação dos que considero alguns dos melhores logotipos já criados por Hans Donner e sua equipe.
a novela no site: A Vida da Gente

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Recruta Pereirão Zero

Não, Griselda - vulgo Pereirão - de Fina Estampa não foi baseada na vendedora de cocadas que Cassia Kiss faz na novela das 7! Vejam de onde vem a ins-piração!


by @viledesma

Se isso não é plágio...

Plágio do mesmo autor não é plágio. Então não podemos dizer que a abertura de Fina Estampa foi um plágio da abertura de Brilhante, ambas brilhantemente feitas por Hans Donner. Uma "releitura", talvez...

Plágio é essa verdadeira pérola dos anos 80 que a Televisa descaradamente copiou com todo um toque xicano! Se liga na profundidade da letra do tema musical. E na cara da Vanessa aos 35 segundos!!!


Se isso não é plágio, porran... o que que é, né!

Leve Estampa

Sempre acho que um primeiro capítulo de novela é muito pouco para uma análise do que vem por ai. Novela é mutante, tem altos e baixos, é obra aberta, sujeita a alterações. Mas posso tecer uma primeira impressão deste capítulo isolado. 

Tive a sensação de estar assistindo a uma novela das sete! Não porque a história da "marido de aluguel" Griselda lembra muito a da vendedora de cocadas Dulce de Morde e Assopra. Isto, nós já sabíamos. Mas porque Fina Estampa nos mostrou um clima de novela das sete, com histórias - a princípio leves - para o horário das nove. 

Acho que, na realidade, falta uma grande história central. Ou talvez seja realmente muito cedo para ela aparecer. Fina Estampa, como já avisado pelo autor, é uma novela "solar", pra cima, e realmente a direção mostrou este acabamento, o que, aliado às suas histórias, lhe confere uma aparência mais "leve", comum ao horário das sete.

Mas tenho que fazer uma observação, algo que me deixou surpreso e até decepcionado. Eu já sabia que a abertura seria baseada na belíssima abertura da novela Brilhante, de 1981, onde uma moça desfila por uma sala de espelhos acompanhada de um gato siamês. Hans Donner, em entrevista recente, já assumiu esta "inspiração". 
O que me chocou foi o tema de abertura, uma música instrumental eletrônica, que me pareceu destoar da novela. Fico surpreso porque Aguinaldo Silva alardeou pelo Twitter e entrevistas que a trilha sonora de sua novela seria ponteada por músicas feitas sob encomenda, já que ele sentia falta de músicas originais nas trilhas de novelas, como havia antigamente, daquelas que marcavam as obras e que ficavam na cabeça do telespectador para sempre. 

"Modinha para Gabriela" de Gabriela, "Menino do Rio" de Água Viva, "Pecado Capital" da novela homônima, "Pai" de Pai Herói, "Retirantes", o melô "lerê-lerê" de Escrava Isaura, se tornaram temas emblemáticos para os brasileiros. Mas, cadê o tema de abertura contundente que marcará para sempre Fina Estampa?!


Por enquanto só posso opinar sobre o tema de abertura, que, sinceramente, espero que seja mudado. Do resto da novela, ainda é muito cedo. E você, o que achou do que viu até agora?

domingo, 21 de agosto de 2011

Insensato Novelão


Gostei do último capítulo! Gostei da revelação de Wanda como a assassina, com uma explicação simples e coerente, nada mirabolante. Gostei de Norma - apesar de assassinada na última semana - ter deixado a Jandira a incumbência de concluir sua vingança contra Léo, em uma cena muito boa. Gostei do fim de Paula, prestando serviço comunitário. Gostei do fim de Eunice, tendo que trabalhar mas sem perder seu ranço de loucura.

Não gostei de Mart´nália cantando o tema de abertura no show final. Não gostei do casamento de Carol e Raul - claro, por não gostar dos personagens! Não gostei dos autores insistirem em meter goela abaixo do telespectador que Lázaro Ramos é um macho alfa irresistível para qualquer mulher - mesmo com uma bola de plástico! Enfim, colocando tudo na balança, os pós e os contras, gostei do último capítulo.

E colocando a novela toda na balança, a conclusão é a mesma. É lógico que Insensato Coração teve muitos pontos negativos, que não a classificam como uma "grande novela", daquelas que entram para a história da Teledramaturgia. A começar, o mais grave de todos e imperdoável: o fato dos autores terem iniciado a novela pra valer lá pelo centésimo capítulo. Digo isto porque antes eu mal conseguia assistir, de tão chata que achava! Depois que Dona Norma sai da prisão e inicia seu plano de vingança é que a novela começa. E Insensato levou 100 capítulos para isso acontecer - não dá pra perdoar!

Assim como não dá pra perdoar os mais chatos casais românticos da história: Marina e Pedro, Carol e Raul, Carol e André. Este último com o  agravante de ser um personagem antipático para o público - mesmo os autores terem criado um pai maldito para ele, mesmo ele ter tido um filho, o que lhe amoleceu o coração, mesmo ele ter tido um problema de saúde grave, mesmo sua música-tema ter sido "Super Homem, a Canção". Nada disso diminuiu a antipatia pelo personagem. E além dos cem primeiros capítulos, a novela ainda amargou umas fases em que nada acontecia. E nós ficamos revoltados com Norma - apesar de todo seu discurso de vingança - cair de quatro por Léo novamente agora na reta final, o que mostrou uma incoerência da personagem. 


Além de Léo e Norma - uma das melhores personagens de Glória Pires -, os destaques foram muitos. Eunice e Ismael, em um casal muito bem bolado. O banqueiro arrogante Cortez de Herson Capri - também, em um de seus melhores personagens em TV. Cristiana Oliveira, perfeita como a presidiária Araci, em uma caracterização impressionante. Cristina Galvão, no auge de sua popularidade pela Jandira e pelas reprises de Vale Tudo e Roque Santeiro no Viva. Thiago Martins, que provou ter amadurecido muito como ator, como o pit-boy Vinícius. E Tia Neném (Ana Lúcia Torre), claro! Tem como não amar a personagem que tantas vezes lavou a alma do telespectador com suas atitudes pra lá de politicamente incorretas!


Também destaco toda a discussão sobre a problemática gay, através do romance de Hugo e Eduardo, fazendo a novela avançar bastante no tema dentro de nossa teledramaturgia. E me pergunto: beijo pra quê? Depois de tudo que a novela discutiu! E olha que tinha mais, já que a Globo censurou algumas cenas.

Mas enfim, Insensato Coração está longe de ser a melhor novela de Gilberto, mas fui testemunha de que fez o Brasil ficar ligado em capítulos-chave, como o da morte de Teodoro, da morte de Araci, da morte de Irene, da morte de Gilvan, do primeiro ataque de Pedro a Léo quando este recebia uma homenagem, do casamento de Pedro e Marina em que Norma leva Léo como seu chofer, do assassinato de Norma, e do gran finale.

E ainda: Insensato Coração "estancou" a crescente queda de audiência que as novelas do horário vinham sofrendo desde Senhora do Destino, em 2005. Isso não é pouca coisa! Resumindo: - como muitos já a chamavam - este foi um Insensato Novelão!

a novela no site: Insensato Coração


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Qual novela?

Desde que Roque Santeiro foi anunciada como a substituta de Vale Tudo no Viva, eu torci o nariz. Se a intenção era manter o sucesso que a trama de Gilberto Braga fazia durante as madrugadas com a audiência ligada no canal e no Twitter, teria que ser uma novela igualmente emblemática no subconsciente coletivo brasileiro. Roque Santeiro, apesar de todos os seus méritos, ficou datada e é a novela errada no horário errado.





Para falar a verdade, existem bem poucas novelas que poderiam substituir Vale Tudo à altura, mantendo o interesse de telespectadores noveleiros e tuiteiros. Me vem à cabeça poucos títulos, como Dancin´Days, Tieta, Guerra dos Sexos, Que Rei Sou Eu?...



Qual novela você acha que substituiria bem Vale Tudo nas madrugadas do Viva, sem deixar a audiência e o interesse do público cair? 

Roque no Viva


O jornal O Estado de São Paulo notificou essa semana que a novela Roque Santeiro derrubou a audiência que o Canal Viva vinha tendo com a atração anterior no horário, a reprise de Vale Tudo – apesar de Roque ir ao ar mais cedo que Vale Tudo. De acordo com a nota “Da troca de folhetim para cá, o canal tem perdido posições no ranking do horário da novela, tendo caído para 7ª posição no terceiro capítulo e para a 17ª no dia 29 [de julho]”.

Mas por que um dos maiores clássicos de nossa teledramaturgia não mantem a “comoção generalizada” que Vale Tudo causou em sua apresentação no Viva? Na verdade, Vale Tudo e Roque Santeiro são duas novelas muito diferentes – apesar de ambas terem Aguinaldo Silva entre seus roteiristas. O fato é que Roque já não havia surtido um bom ibope em sua reprise no Vale a Pena Ver de Novo, em 2001.

E olha que os méritos de Roque Santeiro são muitos: história genial, produção caprichada, direção perfeita, elenco irretocável com personagens carismáticos e atuações à altura. Eu me lembro do grandioso sucesso que teve essa novela em 1985/1986, e Roque sempre esteve em minha lista “das melhores de todos os tempos”.


Roque Santeiro envelheceu?

Em minha opinião, o sucesso de Roque Santeiro em sua apresentação original deve-se ao seu ineditismo na época. Foi “a novela certa no momento certo”. Uma genial crítica social calcada no fim da Ditatura Militar no país, aproveitando os momentos iniciais da Nova República. Outro fator: só Dias Gomes havia desenvolvido um tipo peculiar de novela interiorana com toques de realismo fantástico e crítica social - mas no horário das 22 horas nos anos 70 (vide O Bem Amado e Saramandaia). Raras foram as novelas das 8 até meados da década de 80 que deixaram de focar o universo urbano do Rio de Janeiro. 

Aguinaldo Silva, depois de Roque Santeiro, usou e abusou da fórmula “interiorana” até esgotá-la: Tieta, Pedra Sobre Pedra, Fera Ferida, A Indomada, Porto do Milagres – e todas com um pé no surrealismo. Roque Santeiro já não representava mais uma novidade em 2001 quando foi reprisada à tarde, na Globo. Já tínhamos visto aqueles personagens se repetirem à exaustão.


Não se faz mais novelas como antigamente?

Uma das maiores reclamações do público que acompanha Roque Santeiro hoje é o seu ritmo lento, quando comparado às novelas atuais, ou mesmo a Vale Tudo.

Na opinião de Vitor de Oliveira, um dos roteiristas da atual O Astro, "Vale Tudo se manteve moderna porque tem o ritmo das novelas de hoje. Cenas mais curtas, diálogos mais ágeis, sem muitas pausas entre as falas, etc. Roque Santeiro envelheceu, porque ainda tem o timing das novelas de antigamente: cenas longas, algumas de mais de 5 minutos, poucas tramas acontecendo simultaneamente, ritmo mais lento entre as falas, etc”.

Outro fator a ser considerado é a overdose de novelas no final de noite: Roque Santeiro no Viva começa quando termina a apresentação de O Astro, na Globo, que vem fazendo muito sucesso. Será que o público já teve sua dose diária de fantasia e vai para a cama mais cedo dormir feliz? #Será?


a novela no site: Roque Santeiro

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Sobre assassinatos e assassinatos

E Gilberto Braga deixou de nos surpreender mais uma vez e lascou um "quem matou" em sua novela. Agora todos se perguntam: Quem matou Norma? Quem matou o Salomão Hayalla? Quem matou o Delegado Pimentel? Timóteo Cabral de Cordel Encantado também podia morrer, para fechar todas as novelas globais no ar com o recurso manjadíssimo para despertar audiência.


O caso de O Astro é clássico, afinal, foi o primeiro "quem matou" que mobilizou a opinião pública brasileira. O caso de Morde e Assopra foi visivelmente para "chamar a atenção da audiência adormecida", já que na época em que Walcyr Carrasco inventou de matar o Delegado Pimentel, o ibope da novela estava preocupante. Só depois do sucesso do núcleo de Dulce é que a Morde e Assopra engrenou na audiência.


Mas definitivamente, Insensato Coração não precisava deste recurso clichê e fácil. Primeiro porque duas novelas da casa já tem. Segundo porque Gilberto já usa o "quem matou" há quatro trabalhos (Paraíso Tropical, Celebridade, Força de um Desejo e Labirinto). E terceiro, porque a novela, definitivamente, não precisava deste artifício: a audiência está ótima.

Nos últimos capítulos, Norma arrumou mais inimigos do que durante a novela inteira, tudo para justificar a especulação sobre o assassino. A gota d´agua foi a discussão com Eunice e Ismael, ontem: Norma teve um ataque gratuito de histeria contra Eunice.

Norma é a melhor personagem da novela, e uma das melhores da carreira de Glória Pires, não há dúvida. Mas seu assassinato só serviu para fechar a trajetória de incoerência da personagem durante a trama: de enfermeira baranga, simplória e burra
a presidiária assassina,
a mulher vingativa que arma toda sorte de situações até que se torna herdeira de um milionário,
a carrasca de seu algoz,
a mulher burra (de novo) ao cair (de novo) na conversinha mole de seu amado,
a mulher que xinga gratuitamente a louca da Eunice - só pra ela figurar entre os suspeitos do crime.

Até aí, morreu a Norma!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Normortinha!

E os telespectadores do Brasil estão de luto!
Gilberto Braga e Ricardo Linhares mataram uma das melhores personagens de Insensato Coração: Norma, a razão de ser da novela.


Eu achava que não precisava. Mas enfim...
Semana que vem tem novela nova, com novos personagens para nos fazer companhia nos próximos 7, 8 meses.

Agora que Norma é morta, vista preto e me diga: qual o seu palpite, 
quem matou Norma?

Funcionou/Não Funcionou em Insensato Coração

Ontem (15/08/2011) fiz uma enquete no Twitter e em uma lista de discussão: o que funcionou e o que não funcionou em Insensato Coração?

Houve quase uma unanimidade para Pedro e Marina, como um casal que não deu certo na novela.

Em contrapartida, quase unanimidade para o casal Norma e Léo que funcionou em Insensato Coração. E para Tia Neném, a personagem xodó da novela!

Funcionou:
  • Norma e Léo
  • Bibi e Douglas
  • Eunice e Ismael
  • Tia Neném
  • Natalie, Cortês, Roni
  • Araci
  • Paula
  • Abordagem à homofobia (núcleo gay)



Não funcionou:
  • os casais românticos em geral
  • Pedro e Marina
  • André, Carol e Raul
  • Lázaro Ramos de galã “pegador”
  • Vitória Drumond
  • a atuação de Jonatas Faro
  • a história demorou demais para engrenar
  • os cortes de cenas envolvendo os personagens homossexuais da trama.
Algumas opiniões “espirituosas” colhidas no Twitter:

"Funcionou: o OFF do controle remoto!" (@henrickmcz)

Funcionou: o remédio pra ereção do Fagundes/Não funcionou: o sex appeal que o Eriberto tinha nas novelas do BRB.
” (@celsinhomachado)
 
"Nao funcionou: Foguinho galã! Se ainda fosse Madame Satã..." (@Dani_Ktenas)
 
"Lídia, a empregada! Porque aturar Jonatas ROBÔFARO durante 8 meses, tem que ser ÓTEEMA atriz e ela foi! Simples e útil!" (@Machadis)

"Não funcionou: casal Norma e Léo / Funcionou: casal Norma e Jandira!"(@lucasp_oliveira)

Vem cá, eu te conheço?



domingo, 14 de agosto de 2011

Pai Herói

Em 1979 eu tinha dez anos de idade e lembro que o grande sucesso na televisão naquele ano foi a novela Pai Herói, de Janete Clair. Eu não assistia - quando criança, só gostava das "novelas das sete". Mas me recordo muito bem que minha professora vivia comentando com outra sobre os capítulos e os dramas de André e Carina, casal romântico central da novela interpretado por Tony Ramos e Elizabeth Savala. O sucesso foi tanto que pode-se medi-lo pela quantidade de Andrés e Carinas que hoje tem 32 anos - assim batizados em homenagem aos protagonistas da novela. 
Pai Herói ficou marcada pela brilhante interpretação de Glória Menezes, como Ana Preta, mulher sofrida, do povo, dona de uma casa de gafieira, apaixonada pelo seu "protegido" André. E Paulo Autran - em sua estreia em novelas - como o italiano histriônico Bruno Baldaracci, um tipo mafioso, de caráter dúbio, mas adorado pelo público, pelo seu jeito bonachão e engraçado. E houve um vilão terrível, César Reis (Carlos Zara), marido de Carina, que acabou assassinado na última semana da novela, gerando mais um "quem matou". Uma curiosidade é que o público não entendeu o final deste mistério e Janete Clair teve que ir à televisão explicar que Baldaracci era o assassino.

Mas o que me marcou mesmo foi a abertura da novela: qual criança da época não queria ter um quebra-cabeças como aquele? E a sua música-tema, "Pai", cantada por Fábio Jr., que virou hino obrigatório do Dia dos Pais desde então. Claro que a homenagem do Dias dos Pais na minha escola - eu estava na 4ª série no longínquo 1979 - teve coral de crianças - no qual eu estava incluído - cantando a música de Fábio Jr.

Feliz Dia dos Pais Heróis! 


"Pai, você foi meu herói, meu bandidooo..."


a novela no site: Pai Herói

sábado, 13 de agosto de 2011

Ciranda de Pedra, 1981


Pude acompanhar a novela Ciranda de Pedra, versão de 1981, em sua reprise apresentada dentro do TV Mulher, em 1983. Tinha uns 14 anos, nesta época. Novela apaixonante, folhetinesca e envolvente. Como não se emocionar com o drama da doce Virgínia (Lucélia Santos), renegada pelo pai (Natércio Prado, de Adriano Reys) e pelas irmãs (Otávia de Priscila Camargo e Bruna de Silvia Salgado), encontrando apenas o apoio na mãe doente, bipolar, Laura, vivida intensamente por Eva Wilma, e no “tio” Daniel (Armando Bógus), que descobre-se mais tarde ser na verdade o seu pai biológico. Inesquecível também foi a atuação de Norma Blum, como a governanta alemã Frau Herta, com ares nazistas, severa e intransigente.


Os anos 40 foram poucas vezes reproduzidos em nossa teledramaturgia. E em Ciranda de Pedra estiveram magnificamente representados, com todo o charme, distinção e sobriedade da época da Segunda Guerra. E é preciso lembrar que essa novela pouco tem a ver com a versão de Alcides Nogueira do mesmo livro, que foi ao ar em 2008.

Tenho boas lembranças de Ciranda, como uma novela bonita, emocionante, com um tema pesado, denso, mas irresistivelmente folhetinesco nas mãos de seu adaptador, o experiente Teixeira filho, que vinha da Tupi. Era uma trama calcada em personagens fortes e complexos, o que exigia interpretações à altura. E o seu elenco deu conta do recado!

A mim deixou saudades. Como o cantado em seu tema de abertura:

“Melancolicamente… voltei ao passado…”


a novela no site: Ciranda de Pedra