sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Bat Dieckmann Girl

Veja de onde veio a ins-piração para o look de Carolina Dieckmann em Fina Estampa!


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Novela para cada público

Viva a diversidade da dramaturgia seriada na televisão brasileira!
Li de um amigo hoje que sua mãe disse que "Cordel Encantado era 'besta' demais. Boa mesmo é a novela das sete (Morde e Assopra)!" E durante o capítulo de ontem de Morde e Assopra, vi a cena em que Elaine (Otaviano Costa), o travestido, era desmascarado. No quesito humor, eu ri! E acho mesmo que essa novela diverte muitos brasileiros. Considerando seus números de audiência, Morde e Assopra é um verdadeiro sucesso!

No mesmo patamar de receptividade do público, está Fina Estampa, a trama das nove. A audiência de Cordel Encantado também era boa, assim como a de O Astro. Ou seja, a Globo está num momento muito bom em suas novelas. Mas o mais legal disso tudo é perceber que são novelas muito distintas. Morde e Assopra e Fina Estampa se assemelham pela tal "pegada popular", o que pode caracterizar, entre outros quesitos, tramas mais digeríveis para o "grande público". Cordel tinha aquela beleza estética toda e uma linguagem até inovadora em termos de trama. O Astro é um dramalhão assumido, o que a faz uma novela diferente de todas as que estão no ar.

Saindo da Globo, também temos opções díspares. Rebelde tem a linguagem certa para o seu público alvo, os adolescentes. Vidas em Jogo e Amor e Revolução, completamente diferentes entre si, mas representantes off-Globo do tradicional folhetim. E tem as reprises de clássicos, seja Mulheres de Areia no Vale a Pena Ver de Novo, ou Vamp, O Rei do Gado e Roque Santeiro no canal Viva. Há ainda uma Malhação mística à tarde, cujo alvo são adolescentes e donas de casa. E tem a nova que estreou, A Vida da Gente, um bom exemplo do clássico folhetim. O SBT já anuncia a reprise da clássica xicana Marimar, com Thalia. E a Record vai reprisar em um novo horário (18 horas) o capítulo do dia anterior de Rebelde.
Ou seja: tem novela para todos os gostos e todos os públicos, é só cada um se adequar ao que melhor lhe convém. Não acredito que exista novela ruim. Já me perguntaram algumas vezes quais foram as piores novelas já produzidas. Nunca respondi, pois acho uma tremenda sacanagem com toda a equipe que trabalha em uma novela que ela seja assim tachada. Por pior que seja o texto, a direção, o elenco, por mais pobre que seja a produção, sempre haverá público. E gosto, cada um tem o seu. 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Tweets da Gente

Biscat que confunde ator com personagem "Essa Fernanda Vasconcelos não aprendeu com os próprios erros! Já tá na segunda gravidez indesejada" ()


Podia aparecer o Timotinho, o terrivel no meio da novela nova pra gritar "Eu voltareeeeeeiii" ()


Vi pouquinho da novela, mas curti! Espero q a Nanda não vire fantasma e a filha fique chamando de Moça muniiiita ()


Aliás, sem querer comparar, mas já comparando, muito melhor que o capítulo de estreia de "Fina Estampa". ()


Eva e Jonas em "A Briga da Gente" ()


Os peitos da Monica Carvalho não podem aparecer na abertura [de Mulheres de Areia, a tarde], mas da Fernanda Vasconcellos pode! ()


Esse menino tem que resolver esse problema de ter tesão nos irmãos. No filme é a mesma coisa, eu te amo, fica pelado... ()


Manoel Carlos tá usando o pseudônimo de Lícia Manzo né? ()


É agora que eles vão gerar a "moça munita"? ()


Mary Gadoo tava com o nariz "entuBito" quando gravou a música de abertura? ()


Maria Gadú podia dar um Tempo, Tempo, Tempo, Tempo das trilhas sonoras de novelas da Globo, né?  ()


Abertura de  parece comercial do ITAÚ, é isso produção?  ()


Olha o Monjardã reciclando trilha! Acho chique, acho consciente, acho sustentável! ()


Essa trilha da novela se chama VALE A PENA OUVIR DE NOVO? ()


Até a Nicette Bruno namorando, e a gente aqui no twitter. ()


Por mim essa novela se chamava ! Comigo no papel principal ()


Ana pega o quase-irmão Rodrigo nessa novela! Lindo desse jeito, até o Vaticano entende, né? ()

Páginas da Vida da Gente


Pelas chamadas de A Vida da Gente, a comparação com Páginas da Vida, de Manoel Carlos (2006), era inevitável. Além da palavra "vida" no título da novela, ambas tem a direção de Jayme Monjardim, o que significa músicas orquestradas e introspectivas e fotografia brilhante e colorida com direito a céus lilases e laranjas. As duas novelas trazem Fernanda Vasconcelos como protagonista, novamente vivendo o drama de um romance que e mãe megera proíbe e que acaba em gravidez. Em Páginas da Vida, Fernanda Vasconcelos morre. Em A Vida da Gente, Fernanda Vasconcelos ficará em coma.  

A sensação de déjà vu continuou na apresentação do primeiro capítulo. A abertura lembra um pouquinho outra trama de Maneco, Por Amor (1997) - mas a proposta é outra. As belas paisagens com fotografia colorida e brilhante se confirmam. Bela também é a trilha sonora incidental, apesar das músicas requentadas da trilha cantada. Os dramas familiares carregados de emoção das novelas de Manoel Carlos também fazem parte do enredo de A Vida Gente. E closes nos grandes e expressivos olhos de Fernanda Vasconcelos.

O primeiro capítulo foi correto, focando a trama central e os principais personagens. O bom texto de Lícia Manzo e a direção competente da equipe de Jayme Monjardim garantiram um capítulo de estreia bonito e interessante. O destaque no elenco foi Ana Beatriz Nogueira, com uma ótima cena quando sua personagem, Eva, flagra o marido sacana (Paulo Betti) aos beijos com a amante piriguete (Regiane Alves) - qualquer semelhança com sua personagem de Insensato Coração terá sido mera coincidência! 


E para fechar bem o capítulo, Eva flagra o beijo entre a filha e o enteado (Fernanda Vasconcelos e Rafael Cardoso). Bom gancho para amanhã - deu uma vontadezinha de ver o que vai acontecer! Boa produção em um bom texto, boa direção, bom elenco e um bom gancho. Se continuar assim, A Vida da Gente tem tudo para ser uma boa novela.

sábado, 24 de setembro de 2011

O Cordel que encantou


A novela Cordel Encantado chegou ao fim e cumpriu bem sua missão. Seja para o público - entreter -, seja para a emissora - audiência. Mas ela representou muito mais do que isto. Apresentar uma história que mistura contos de fada com o universo do sertão brasileiro, à primeira vista, parecia um risco e tanto, uma verdadeira ousadia. Mas o seu sucesso garantiu à trama ares de inovação no universo da telenovela brasileira. E isto é um feito e tanto, considerando que atualmente os novelistas evitam a novidade, com medo da rejeição do público. E considerando o fato de que as outras tramas no ar apresentam bons índices de audiência usando fórmulas pra lá de manjadas.


Nem tudo em Cordel Encantado foram flores, claro. Pudemos sentir que a trama central esgotou na metade da novela, o que fez a história andar em círculos até o final. Mas o saldo é positivo. A qualidade técnica, artística, o elenco e direção já foram fartamente elogiados, assim como sua imagem de cinema. Esta é uma novela que entrará para a história e será para sempre lembrada, por sua ousadia, pelo diferencial. E isto, no final, é o que conta. Cordel Encantado foi mais uma prova de que nem sempre os números de audiência atestam qualidade a uma obra na televisão.

 
A novela no site Teledramaturgia:  Cordel Encantado

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

É Primavera!

Celebrando a nova estação que inicia, a bela canção SOL DE PRIMAVERA, em sua gravação original, na voz de Beto Guedes, que embalou a abertura da novela Marina, em 1980.


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Último capítulo de Cordel Encantado

Com exclusividade o que sobrou para mostrar amanhã no último capítulo de Cordel Encantado!


Cordel Encantado: última semana de gato e rato

Esta é a última semana de Cordel Encantado, um sucesso que arrebatou o público. Mas o que vemos no ar não é comum para uma última semana de novela. Cadê a tradicional correria para fechar histórias e deixar a trama mais ágil, despertando o interesse do público pelos momentos finais da novela? A audiência continua a mesma dos últimos meses. Isso quer dizer que apenas o público fiel está acompanhando a história.

É como se esta fosse mais uma semana normal em Cordel Encantado, onde mais uma vez Timóteo escapa da morte e faz um novo plano de vingança contra Jesuíno, para depois ser descoberto. E esta tem sido a tônica da novela de seu meio para o fim. Uma verdadeira briga de gato e rato, como nos desenhos de Tom e Jerry. É como se a trama de Cordel Encantado tivesse caído em um círculo vicioso, como nos desenhos animados.


Cordel Encantado é uma novela maravilhosa sob diversos aspectos. Mas sente-se que a história se perdeu a partir do momento em que as autoras apostaram neste toma lá dá cá entre Timóteo e Jesuíno. Ficou a impressão de que a trama central se esgotou, restando às autoras apenas criar tramas paralelas que recheassem o vai e vem entre o mocinho e o vilão. 

Sempre que achávamos que Timóteo ia derrotar Jesuíno, ele escapava para que depois o coronelzinho caísse em seu poder. E vice versa. E sucessivamente. Lembra também outro clássico da animação: Papa Léguas e Coiote! Seria mais uma referência de Cordel Encantado à Literatura, História e cultura pop?


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ave Griselda cheia de graça!

Aguinaldo Silva muito prometeu antes da estreia de Fina Estampa. Algumas promessas ele cumpriu, outras ainda não - mas a novela mal começou. O autor prometeu uma trama com "pegada popular" e não estava brincando. Fina Estampa foi feita para agradar em cheio ao "grande público", em toda extensão que isso possa representar: fotografia, trilha sonora, locações, caracterizações e tipos humanos. Para isso, o autor mexe em botões que ele sabe que funcionam, que já conhece muito bem. São fórmulas já experimentadas e atestadas em outras novelas, por outros autores e pelo próprio.


Em Fina Estampa, Aguinaldo se vale de um elemento muito caro para o brasileiro, ou para o latino em geral: a figura da mãe. Nada mexe mais fundo no telespectador do que a imagem materna sendo maculada. Principalmente se essa mãe for carregada com cores fortes e exageradas e for interpretada por uma atriz do talento e carisma de Lília Cabral. Para uma novela pegar, o público precisa se identificar com os personagens, é preciso haver a torcida. Para isto, o autor criou Griselda, a caricatura da mãe batalhadora, que abriu mão da vaidade e da vida fácil em prol dos filhos. E para torcer por essa mãe, o confronto com o filho ingrato e "mau caráter", que não apenas sente vergonha dela, como também a repudia. Bingo! Griselda já é adorada pelo público.

Toda mãe sofredora tem o filho ingrato que merece, caso contrário, não existe o conflito, o sofrimento. E quanto mais caricata é a mãe sofredora, mais caricato é o filho ingrato. Esta é uma fórmula que já deu certo em outras novelas. A atual Morde e Assopra, de Walcyr Carrasco, às sete horas, usa o mesmo subterfúgio com sucesso. E a novela só cativou o público depois que o autor, esperto, fez do núcleo da mãe rejeitada pelo filho, a trama principal de sua novela. E Dulce, brilhantemente interpretada por Cássia Kiss, está para Griselda assim como Cássia está para Lília Cabral: personagens que só dariam certo se fossem vividas com a verdade que atrizes do calibre de Cássia Kiss e Lília Cabral conseguem passar.

Muito anterior às atuais novelas das sete e das nove - em 1988 -, o Brasil se viu diante de outra mãe batalhadora e simplória que fazia a filha morrer de vergonha: Raquel, vivida por Regina Duarte em Vale Tudo, novela da qual Aguinaldo Silva era co-autor. Mas há uma diferença muito grande entre Raquel e a dupla Dulce e Griselda. O público se compadecia da condição de Raquel, mas torceu o nariz para a personagem, que era tida como uma mulher chata e ridícula. Mesmo depois de ter enriquecido, Raquel não perdeu o ranço cafona e desagradável que a personagem carregava quando era pobre. Raquel não era popular e talvez por isso, sua personagem fosse mais crível e mais real. Aliás, Raquel era tão real que se contradizia: um poço de moralismo, mantinha um caso com um homem casado. Mas esta é outra história.

Vinte e três anos depois, a TV brasileira está muito diferente daquela que se fazia na década de 80. Assim como seu público também é diferente. E os autores sabem disso. A onda do politicamente correto e conservadorismo que tomou conta de nossa TV, vem fazendo os autores optarem por saídas mais fáceis. E Fina Estampa é assim, uma novela palatável para o grande público, fácil de ser digerida. Aguinaldo Silva vai por caminhos que ele conhece muito bem e que são adaptáveis a um público que nada mais quer do que se emocionar na frente da TV, seja com uma história de amor folhetinesca e repleta de clichês, ou com uma mãe sofredora que bate fundo no coração de todos - entrecho não menos repleto de clichês.


O que chama a atenção aqui é que Aguinaldo já foi um autor de histórias mais elaboradas, com tramas centrais fortes e mais criativas. A maioria de suas novelas tinha até uma "primeira fase", em que se explicava o antecedente da história. Fina Estampa não tem nada disso. É uma novela que começou assim, do nada, despertou a curiosidade do público pela figura sui generis de Griselda e cativou a audiência. Ainda esperamos ver algo mais do que o semblante triste no porte masculinizado de Griselda. Quem sabe na virada da história, quando a personagem ficar rica e questionar seus valores.

domingo, 11 de setembro de 2011

Vale a Pena Ver de Novo Mulheres de Areia

Dois motivos da minha surpresa com o retorno de Mulheres de Areia

Fiquei surpreso quando a Globo bateu o martelo e anunciou oficialmente a volta de Mulheres de Areia no Vale a Pena Ver de NovoPrimeiro porque a novela já havia sido reprisada. Foi ao ar originalmente em 1993 e reprisada à tarde três anos depois, entre 1996 e 1997.

Este é um caso raro: em toda a história do Vale a Pena Ver de Novo, apenas em outras duas ocasiões uma novela reprisou mais de uma vez: A Gata Comeu (exibição original de 1985) foi reprisada em 1989 e, depois, em 2001. E A Viagem (exibição original de 1994) foi reprisada em 1997 e, depois, em 2006.

Nota-se aí um fato curioso: estas três novelas foram escritas pela mesma autora, Ivani Ribeiro. Não por acaso, são os maiores sucessos de Ivani na Globo. E por acaso, tratam-se de remakes de histórias que já haviam ido ao ar, pela TV Tupi, nos anos 70.


Mulheres de Areia foi baseada em uma antiga radionovela de Ivani Ribeiro: As Noivas Morrem no Ar. A produção da Tupi consagrou a atriz Eva Wilma, que viveu as gêmeas Ruth e Raquel. Foi ao ar entre 1973 e 1974, ainda em preto e branco. A versão da Globo estreou exatos vinte anos depois. Ivani ainda somou à espinha dorsal de Mulheres de Areia, tramas de outra novela sua, O Espantalho, produzida pelos Estúdios Silvio Santos em 1976, e apresentada pela Record e Tupi, quando Silvio possuía cotas nessas emissoras.


A Gata Comeu é um remake da novela A Barba Azul, que Ivani Ribeiro escreveu para a Tupi entre 1974 e 1975. Eva Wilma – como Jô Penteado - protagonizava novamente uma trama da novelista. A personagem foi vivida por Christiane Torloni na versão da Globo, levada ao ar em 1985.

A Viagem, a trama espiritualista de Ivani Ribeiro, passou na Tupi entre 1975 e 1976, e teve uma reprise em 1980. E, novamente, Eva Wilma esteve à frente de uma trama de Ivani Ribeiro, vivendo a protagonista Diná. Dezenove anos depois da apresentação original na Tupi, a Globo levou ao ar o remake. E novamente Christiane Torloni viveu uma personagem originalmente vivida por Eva Wilma.


Segundo motivo:

Mulheres de Areia passa a ser a novela mais antiga já reprisada no Vale a Pena Ver de Novo. Desconsiderando sua apresentação original, e tomando como base o término de sua primeira reprise (abril de 1997), o tempo passado entre a última reprise e a atualidade soma 14 anos e 4 meses.

Este recorde era da segunda reprise de A Gata Comeu. Doze anos separam o término de sua primeira reapresentação (julho de 1989) e a estreia da segunda reapresentação (julho de 2001).

A reprise de Deus Nos Acuda também apresenta uma disparidade semelhante. Originalmente apresentada entre 1991 e 1992, a novela levou 11 anos e 8 meses para ser reapresentada à tarde. Se considerarmos apenas a primeira reprise, esta é a mais antiga da história do Vale a Pena Ver de Novo.

As pessoas se perguntam por que a Globo reprisa novelas tão recentes. Em geral, a ordem é não trazer de volta novelas com mais de dez anos, para evitar comparações quanto à qualidade técnica e de dramaturgia com as novelas atuais. Ainda bem que toda regra tem sua exceção.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Misturando

Ontem, durante a exibição de Fina Estampa, ao ver uma chamada de Mulheres de Areia no intervalo comercial, tuitei de brincadeira:

“Mistura de Ivani Ribeiro com Manoel Carlos: Mulheres de Areia Apaixonadas

Começou então em minha TL uma avalanche de tuitadas cruzando títulos de novelas, bem na hora de Fina Estampa... pra vocês verem como o capítulo de ontem estava interezzzzzzante! [rs]

Abaixo listo os mais criativos.

Muitos seguidores repetiram, tiveram a mesma ideia. Os créditos dados são dos primeiros que apareceram na minha TL.

Que Rainha da Sucata Sou Eu? @eu
Éramos Seis... ou Três... Irmãs... ? @eu
Eu Prometo: Jamais Te Esquecerei!  @eu
Meu Bem Querer Amado @eu
Grande Sertão: Vereda Tropical @eu
Amor e Intrigas com Amor e Revolução se Paga @eu
Roda de Fogo Sobre Terra Nostra @eu + @mordomoeugenio
Duas Vidas Caras @rafaeltupy
Agora É Que São Elas por Elas @mordomoeugenio
Vejo a Lua Cheia de Amor no Céu @evanaribeiro
74.5 Como Uma Onda no Ar @henrickmcz
Paraíso Tropicaliente @acrisedos25
Ti Ti Tieta @walterazevedo
BeleZazá Pura @mordomoeugenio
Te Contei Cabocla? @philosopop
Dona Xepa Beija... @guga__borges
Meu Bem Querer, Meu Mal Querer @rafaeltupy
Vira-lata Morde e Assopra @ed_primo
Uma Rosa com Amor e Revolução @walterazevedo [RIALTO]
Dance Dance Dancin´Days @philosopop
A Muralha de Pedra Sobre Pedra @patrickselvatti
Top Model Celebridade @patrickselvatti
A Viagem Favorita @salomao_hayalla
Cabocla Gabriela @tkzthiago [RIALTO]
Roque Santeiro Assim na Terra Como no Céu @pedrocbjunior
Maria do Bairro Vila Madalena @fabiovpcouto
A Gata Comeu o Ti Ti Ti do Roque Santeiro @deborapt74 
(essa eu lembro que as pessoas falavam em 1985 - as novelas são contemporâneas)
LOuCOaMOrTIVAS @jessebom
Chega Mais Você (feat. Ana Maria Braga) @mordomoeugenio
Páginas da Vida da Gente Fina Estampa @varios!

Percebi que estava poluindo a TL dos outros com as retuitadas quando o @joaomarcio me mandou: “PARA PARA PARA PARA!”

E pra finalizar: O Bebê de Rosemary a Bordo!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Ganchos de matar

Os autores de novelas sabem que bons ganchos mantem por meses a fio o interesse do público pela trama. E o que aconteceu na noite de ontem - não por acaso um feriado - foi, no mínimo, curioso. Três novelas se encerraram com ganchos fortes e impactantes motivados pela dúvida da morte: o personagem morreu ou não?

Em Cordel Encantado, a briguinha de gato e rato entre o justiceiro Jesuíno e o coronelzinho abilolado Timóteo, que vem se arrastando por meses, teve seu ápice, faltando pouco para o término da novela: Açucena casa-se obrigada com Timóteo e o vilão promove, em plena praça de Brogodó, o enforcamento de seu desafeto, Jesuíno. Fim de capítulo.


Em Fina Estampa, Aguinaldo Silva promoveu o primeiro grande barraco de sua novela com cenas fortes em que Pereirão desmascara o filho sacana diante da família de Tereza Cristina, afirmando ser ela, "a mulher de bigode", a verdadeira mãe do rapaz. Depois de muita discussão, choro e pancadaria, Antenor sai com seu carrão a toda e é vítima de um acidente. O carro capota e a câmera focaliza o rapaz desmaiado, preso entre as ferragens. Fim de capítulo.


Em O Astro, Natal se vinga do malandro Neco. Com seus capangas, rapta o sem vergonha e ele é, simplesmente, arremessado de um penhasco. Fim de capítulo.


Só faltou Morde e Assopra entrar na dança também. Mas, como um seguidor tuitou: essa, tá morta faz tempo! [rs] Afinal, para matar um robô, basta desligá-lo. E os dinossauros todos já morreram.

Bem, não precisa ser O Astro para saber que: 
Jesuíno não vai morrer, pois os cangaceiros do bando de Herculano já arquitetaram um plano para salvar o mocinho. 
Antenor não vai morrer, pois agora se inicia um novo conflito na relação amor-ódio entre o rapaz e sua mãe. 
Já Neco... É melhor esperar para ver o capítulo de hoje. Afinal, é do suspense de um bom gancho que sobrevivem as novelas e se mantem a audiência.

Bons drink com Fina Estampa

E no capítulo de ontem de Fina Estampa...



Nesse feriado, Pereirão decidiu fazer algo de diferentch: 
decidiu ficar na casa de Tereza Cristina, tomando seus bons drink, 
curtindo esse finzinho de inverno ma-ra-vi-lho-so da Ba-rrá!...

E olha só com o que ela brindou!


 (colaboração @joaolimajr)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

DVD de Irmãos Coragem

No último fim de semana terminei de assistir aos 8 DVDs que compõe o box de Irmãos Coragem, à venda nas lojas. A novela foi ao ar entre 1970 e 1971, de autoria de Janete Clair e direção geral de Daniel Filho. Teve 328 capítulos, uma das mais longas novelas da Globo, ficou quase um ano no ar. A impressão que tive é que a TV do comecinho dos anos 70 – ainda em preto e branco - era muito, muito ingênua. E considerando o sucesso que a essa novela fez, seu público só podia ser muito ingênuo também, para embarcar naquela fantasia.

A fantasia que me refiro não é a história em si – muito boa, empolgante, bem conduzida, coerente na maioria das vezes, com tramas paralelas interessantes que se unificavam com a história central. A fantasia que falo é a realização da novela, sua produção e direção. Irmãos Coragem mistura cenas dignas de imagens conceituais de cinema com algumas das sequencias mais toscas já vistas na televisão.

Realmente, aqueles eram outros tempos. O cinema fazia sucesso com filmes de bang-bang. Os italianos até criaram um estilo próprio neste segmento, o “western spaguetti”. A inspiração para Irmãos Coragem veio destes filmes, americanos e italianos. Proscritos, justiceiros a cavalo, muito tiroteio e o tempero brasileiro fizeram da novela o que se convencionou chamar de "faroeste caboclo".

A história é bem brasileira, mas os arquétipos do faroeste estão todos lá. O justiceiro honesto, puro de coração e ingênuo, na figura do mocinho João Coragem, que desacreditado com o sistema, resolve fazer valer sua própria justiça, com a melhor das boas intenções. O vilão Pedro Barros, no estilo dos “coronéis” do sertão brasileiro, poderoso, arrogante, se julgando o dono da região e, portanto, fazendo valer a sua própria lei. A mocinha sofredora, que no caso sofre porque é doente: Lara tem outras duas personalidades e enlouquece João Coragem de amor e dúvida.

E é no faroeste da novela que Irmãos Coragem peca, com cenas de luta e tiroteio mal feitas, mal dirigidas, toscas no sentido exato da palavra. E não são assim por precariedade de recursos técnicos ou da época. A TV brasileira já apresentara produções do requinte do cinema, na TV Excelsior nos anos 60 - vide novelas históricas como O Tempo e o Vento, As Minas de Prata e A Muralha. A impressão que passa é que as cenas foram gravadas assim de propósito, como se para imprimir um estilo próprio na novela, um faroeste caboclo, brasileiro e tosco.

Mas isso em nada diminui a obra. Pelo contrário, a deixa até divertida. E chega a ser um contraponto muito grande, pois a novela tem outras cenas muito bem dirigidas, com atores em grandes interpretações e tomadas cinematográficas. Percebe-se o uso excessivo de closes fechados, recurso para disfarçar cenários pequenos, prática que deveria ser comum na época. E a trilha sonora incidental é toda “chupada” de filmes de faroeste.

O que salta aos olhos na novela é a direção de atores e a interpretação de seu elenco. Até atores menos conhecidos, ou que nos acostumamos a ver em papeis menores, tem em Irmãos Coragem grandes momentos. Pode-se dizer que Carlos Eduardo Dolabella (Delegado Falcão), Ênio Santos (Dr. Maciel), Ana Ariel (Domingas), José Augusto Branco (Rodrigo César) e Dary Reis (Lázaro) tiveram seus melhores papeis na televisão em Irmãos Coragem.

Também um grande momento para Tarcísio Meira (João Coragem), Glória Menezes (Lara/Diana/Márcia), Claudio Cavalcanti (Jerônimo Coragem), Lúcia Alves (Potira), Regina Duarte (Ritinha), Emiliano Queiroz (Juca Cipó), Neuza Amaral (Branca) e Suzana Faini (Cema). Até Sônia Braga, novinha, em sua estreia em novelas, transmitiu segurança em cenas fortes de sua personagem Lídia.

Mas de todo o elenco, as melhores interpretações são de Gilberto Martinho e Zilka Salaberry. Martinho mostra uma interpretação visceral de seu vilão Pedro Barros. O personagem é um homem rude e odioso, quase selvagem, mas ao mesmo tempo humano, capaz de demonstrar afeto pelo filho bastardo, Juca Cipó, provando a dualidade do ser humano. A Sinhana de Zilka Salaberry é, por sua vez, a personificação da mãe coragem, capaz de tudo para proteger sua prole. A atriz se entrega totalmente à personagem. Com o olhar, revela toda a ternura de uma mulher rude, batalhadora e sofrida.

Cenas marcantes:

- João encontrando seu diamante - cena já repetida várias vezes na TV -, em uma tomada escura e claustrofóbica. Foi a primeira vez que a música tema da novela tocou na versão cantada, interpretada por Jair Rodrigues. Até então, o tema de abertura era uma versão instrumental da música.

- A primeira vez que Lara se transforma em Diana e isso fica visível para o público - havia o mistério: eram a mesma pessoa ou mulheres distintas? Na sequência, a câmera faz um close fechado no rosto de Glória Menezes, que cobre a tela inteira, e a atriz passa de uma a outra personagem apenas mudando a expressão facial. A trilha sonora ajuda a dar o clima.

- Jerônimo Coragem é um dos melhores personagens da novela, talvez o mais rico de todos. Claudio Cavalcanti tem sequências memoráveis. Como o acerto de contas com Lídia, em que ela acaba baleada. Uma cena de discussão longa, tensa, marcada pela ótima interpretação dos atores.

- Em represália a João Coragem, os homens de Pedro Barros batem em Sinhana e a levam até a cidade amarrada a uma corda, puxada por um cavalo. Aos olhos de hoje, a sequência chega a ser cruel.

- O “sonho” de Ritinha. Na verdade ela é dopada enquanto Juca, disfarçado numa fantasia, rouba a chave do cofre da prefeitura. O que se vê na tela é a retratação de uma viagem de ácido. Não era para menos, aqueles eram tempos do LSD. A câmera é deformada num vai-e-vem constante e enjoativo, em que Ritinha é envolvida por uma criatura disforme, numa dança alucinógena. Podia beirar o tosco, mas não. Com um simples recurso de deformação da imagem, a sequência consegue passar para o público a dúvida da personagem: era real ou não?

- O aborto de Potira. Assim como a viagem de ácido (o “sonho” de Ritinha) que fica subentendida para o público, também o aborto de Potira não é claro. Drogas e aborto eram temas por demais delicados para se tratar na televisão naquele início dos anos 70. Para todos os efeitos, a índia Indaiá prepara uma espécie de “ritual religioso” para que a criança que Potira espera “suma”. Mas é evidente que a índia velha deu à jovem algum chá abortivo.

- O casamento de Juca Cipó, numa referência a O Bem Amado, a peça de Dias Gomes, marido de Janete Clair. O Bem Amado ainda não havia sido adaptado para a televisão, e antes de Dirceu Borboleta ser obrigado a se casar com sua amada por ela estar grávida, Juca Cipó também se viu na mesma situação - com o agravante de que os personagens das duas novelas foram vividos pelo mesmo ator, Emiliano Queiroz!

- A sequência em que a câmera segue mostrando um rio e pára na imagem de Gloria Menezes sentada em uma pedra. Por trás de uma árvore, é possível ver Tarcísio Meira parado, quando, do nada, ele sai e grita por Lara. A impressão que ficou é que o “gravando” começou antes do diretor dar a ordem. Ou a imagem de Tarcísio Meira vazou e ele foi focalizado antes do tempo.

- A cena da perseguição ao trem, em que os homens do bando de João Coragem tentam resgatá-lo. Chega a ser risível de tão tosco que é o efeito final que aparece na tela. Essa não dá nem pra descrever. Só vendo!

Enfim, o DVD de Irmãos Coragem é, acima de tudo, o registro de um tempo em que a telenovela ainda não havia entrado no esquema industrial. Por mais mal acabadas que algumas passagens possam parecer aos olhos de hoje, é nítida a garra de um grupo de profissionais que se valia do talento acima de qualquer recurso tecnológico. É imperdível, diversão garantida para nostálgicos ou para os mais jovens que querem saber mais da história da nossa televisão.

Agora resta aguardar o DVD de Selva de Pedra!

Saiba mais sobre Irmãos Coragem no Teledramaturgia